O que é ?


A AFLORE (Associação Florescendo a Vida de familiares, amigos e usuários dos serviços de Saúde Mental de Campinas), existe desde 2 dezembro de 2005 e busca através da realização de ações e atividades educativas, culturais, de reinserção social e capacitações, dar suporte aos usuários da saúde mental, familiares e demais pessoas ou entidades que desenvolvam atividades semelhantes as preconizadas pela associação ou que necessitem de apoio. A Associação surgiu a partir da iniciativa de familiares, usuários e profissionais, da cidade de Campinas, sensibilizados pela causa e que buscavam novas alternativas e atividades que contemplassem a necessidade dos usuários da saúde mental e suas famílias, pois era extremamente importante que esta população conseguisse se fazer representada, seja em espaços formais de representação como conselhos locais das unidades de saúde onde fazem tratamento ou demais espaços e fóruns representativos da área da saúde, bem como outros fóruns que envolvam demais atores sociais, como entidades ou organizações da sociedade civil e do poder público que estejam interessadas em contribuir para a construção de um modelo social mais justo e igualitário.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Reflexões: Sobre Resiliência em Saúde Mental


Estamos de volta e na nossa publicação de hoje reeditamos aqui a publicação do Blog do Tear das Artes sobre Resiliência em Saúde Mental. Para aqueles que quiserem mais informações sobre o Blog do Centro de Cooperação e Convivência Tear das Artes basta acessar:  www.blogdotear.blogspot.com:

 Sobre Resiliência em Saúde Mental

Resiliência:
substantivo feminino.
  1. física: propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.
  2.    figurado: capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.


  A resiliência é um aspecto psicológico, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a ela se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, em 2006 Barbosa propôs que se pode considerar a resiliência como uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.
(in wikipedia:https://pt.wikipedia.org/wiki/Resili%C3%AAncia_%28psicologia%29)
  Nós, aqui do Blog do Tear, resolvemos falar sobre esse assunto a partir de um sentimento que repercutiu em vários membros de nossa equipe depois de saber da notícia de que um grande representante de usuários de saúde mental dos Estados Unidos, que viria ao Brasil para fazer um projeto de intercâmbio com usuários de saúde mental do nosso país, não veio por razões que ainda não conhecemos. Alguns dos membros de nossa equipe, que tinham interesse em participar do projeto, relatam que entendem o que pode ter acontecido com o rapaz porque eles também já quiseram em várias situações fazer coisas e por razões que vamos tentar aqui conversar melhor não conseguiram fazer. Muitos já abandonaram planos ou não quiseram mais fazer coisas por insegurança, por desmotivação ou porque mudaram de opinião ou por razões relacionadas ao seu transtorno mental que ainda não conseguem até hoje entender muito bem.
   E o que isso tem a ver com a resiliência?
   Pensamos que tem a ver com a resiliência porque em vários momentos é necessário ter muita força e resiliência para enfrentar os obstáculos e dificuldades da vida.
  Um dos grandes obstáculos da vida é proporcionado pelo preconceito e o estigma social que usuário de saúde mental sofre no dia a dia. Por exemplo, quando nós sofremos uma situação de preconceito porque a pessoa nos considera incapazes de fazer alguma coisa ou não valorizam alguma coisa que fizemos (ou não fizemos) dizendo que isso tem a ver com o fato de sermos "loucos". Isso nos deixa loucos da vida, porque muitas vezes essas situações nos afeta emocionalmente, psicologicamente e prejudica nossa capacidade de conviver com as coisas ou de resolver sozinhos nossos problemas.
   No cotidiano passamos por diversas situações que também nos colocam desafios. Essas situações muitas vezes podem parecer simples para algumas pessoas, mas elas podem ser extremamente complicadas para outras pessoas. Por exemplo, quando situações corriqueiras como ir ao banco, pegar ônibus, ir trabalhar, ir a festas e conversar se tornam grandes problemas.
   Pensamos que existem várias coisas podem ajudar uma pessoa se tornar mais resiliente: por exemplo, fazer terapia, tentar enfrentar os problemas falando sobre eles, se separar de um relacionamento problemático, fazer sexo, dormir, bater papo com amigos, fazer esportes, frequentar oficinas, atividades de convivência e grupos terapêuticos.  
    Atualmente nosso país está vivendo uma crise política e econômica e acreditamos que é necessário que a população brasileira seja eticamente resiliente. Tanto para viver com as dificuldades pessoais que cada um pode passar como para também não se deixar levar por discursos conservadores que muitas vezes acabamos por defender relacionado a coisas que muitas vezes nem entendemos direito. E como consequência disso legitimarmos atos autoritários e anti-democráticos como a volta da ditadura militar, o preconceito contra pessoas de orientação homossexual e contra forma como cada um forma sua família.


  
    Um exemplo a partir da Mitologia Grega:
    A fênix é uma ave que simboliza nossa publicação de hoje: 
    A fênix (português brasileiro) ou fénix (português europeu) (em grego clássicoϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo (in wikipedia://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix).

    Equipe Tudo Acontece
 
    

sábado, 19 de setembro de 2015

Sessão Reflexões: Recovery em Saúde Mental

     



       Olá pessoal, inauguramos aqui a nova sessão do Blog da AFLORE a sessão: Reflexões. Nela esperamos compartilhar com vocês reflexões, pensamentos e teorias de pesquisadores, pensadores consagrados, usuários de saúde mental, familiares de usuários de saúde mental, profissionais de saúde e cidadãos que pensam coisas interessantes sobre assuntos de grande relevância para a gente, para a Reforma Psiquiátrica, para a Luta Antimanicomial, para a Saúde Mental, para o Sistema Único de Saúde (SUS), para a Cidadania e para a Justiça Social.
     Sendo assim, queríamos inaugurar nossa sessão Reflexões com uma reflexão sobre Recovery em Saúde Mental - traduzido como processo de reestabelecimento, recuperação ou cura por vários autores -, as experiências de Recovery em Saúde Mental são experiências que se referem aos relatos de pessoas portadoras de transtornos mentais graves, que compreendem desde a experiência das mesmas com a doença mental até as formas e maneiras que estas pessoas utilizaram (ou encontraram) para se recuperar e conseguir dar continuidade as suas vidas após, o momento da chamada “crise”, quando o transtorno mental se instaura. Ainda relacionado a este tema, outro aspecto importante para compreensão do recovery são quais as estratégias que estes sujeitos desenvolveram para conviver com seu transtorno mental, transcendendo, portanto, aquilo que poderíamos considerar como “cura” de um transtorno/doença mental (Presotto 2013).
     Explicações dadas, vamos ao que interessa. A primeira reflexão que iremos aqui compartilhar é da Patricia E. Deegan. Deegan é uma defensora dos direitos das pessoas com necessidades especiais, psicóloga e pesquisadora que vive nos Estados Unidos (EUA). Ela é conhecida como uma defensora do movimento de Recovery em Saúde Mental e porta-voz e ativista no campo da saúde mental. Ela viveu sua própria jornada de recovery após ter sido diagnosticada com esquizofrenia ainda adolescente.
         Deegan possui vários artigos e textos escritos. Entre eles está a obra da qual extraímos o trecho que iremos aqui compartilhar "Recovery: the lived experience of rehabilitation" (Recovery - a experiência vivida de reabilitação). Este texto foi publicado em abril de 1988 na Psychosocial Rehabilitation Journal (Revista de Reabilitação Psicossocial). 
       Deegan também ficou conhecida por tratar o Recovery como uma forma de viagem ao coração daqueles que necessitam ser cativados para eles mesmos, como usuários de saúde mental, trilharem a própria trajetória e engajarem-sem seu próprio processo de restabelecimento ou recovery e aos profissionais de saúde que necessitam ser cativados para colaborarem ativamente nesse processo junto com os usuários de saúde mental e suas famílias ajudando os mesmos a se encontrar por meio de ações que auxiliem a viabilização dessa complexa missão.
        Segundo Deegan o processo de recovery consiste em:

“Algo mais do que apenas "bons serviços", por exemplo, a pessoa deve sair da cama, sacudir-se do esgotamento do entorpecimento mental de neurolépticos, vestir-se, superar o medo do ônibus lotado e hostil para chegar ao programa, enfrentar o medo do fracasso no programa de reabilitação, etc. Em essência, as pessoas com transtornos psiquiátricos devem ser participantes ativos e corajosos em seu próprio projeto de reabilitação ou aquele projeto irá falhar. É através processo de recovery que as pessoas com transtornos psiquiátricos se tornam participantes ativos e corajosos em seu próprio projeto reabilitação.” (Deegan, 1988, p.12)

"O objetivo do recovery não é tornar-se normal. O objetivo é abraçar a vocação humana de tornar-se mais profundamente, mais plenamente humano." (Patricia Deegan) 
       Para aqueles que quiserem ter acesso ao texto na íntegra ele está disponível no seguinte endereço na internet, em sua versão em inglês: 
http://toronto.cmha.ca/files/2012/11/Deegan1998-Recovery-The-Lived-Experience1.pdf
        
        É isso pessoal, ficamos por aqui, esperamos que a reflexão tenha valido a pena!
        AFLORE você também!

        AFLORE

Bibliografia:
DEEGAN, P. Recovery: the lived experience of rehabilitation. Psychosocial Rehabilitation Journal, 11 (4), 11-19, 1988.
PRESOTTO, R.F. Participação de usuários de serviços de saúde mental em pesquisas : um olhar a partir dos conceitos de empowerment e recovery. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas. Campinas, SP : [s.n.], 2013. 
SITE: https://www.patdeegan.com/pat-deegan
WIKIPEDIA: https://en.wikipedia.org/wiki/Patricia_Deegan


             


III Fórum de Saúde Mental no Pré-Congresso de Saúde Pública - Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)

            Olá galera, falta uma semana para o III Fórum de Saúde Mental, em São Carlos (SP)! 
            O evento será no dia 26/09, às 10h, na UFSCar - Campus São Carlos. Participação GRATUITA e sem necessidade de inscrição (será emitido certificado pela participação).
          Nas mesas, os queridos professores Silvio Yasui (UNESP-Assis) e Carlos Botazzo (FSP/USP), @s companheir@s Carol Duarte - psicóloga da Defensoria Pública de Sorocaba - e Sergio Garcia, coordenador do do CRP-Sorocaba, Fabio Belloni da ABRASME, Cinthia de Araújo do Movimento Loucos pelo Mundo, Paula Morena Silveira do CEBES-SP, o Fórum da Luta Antimanicomial do ABC do qual fazem parte os companheiros Albano Felipe e Mario A. Moro, Alexandre Machado da AFLORE de Campinas, Giba Vanetti e Ed Carlos de Faria do Fórum Popular de Saúde de Sorocaba e Campinas (respect//), e Carine Sayuri e Thiago Marques do FLAMAS.



         Este evento é uma realização do Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba (FLAMAS) em parceria com a Associação Paulista de Saúde Pública - Sorocaba e o Coletivo de Saúde Mental da Associação Paulista de Saúde Pública, com o apoio fundamental do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) - Subsede Sorocaba.

AFLORE



sábado, 23 de maio de 2015

AFLORE no Seminário: "Manicômio Resiste e a Luta Resiste"

Seminário: "Manicômio Persiste e a Luta Resiste" - CRP-SP
Ae galera!! Quem estiver em São Paulo e querendo acompanhar! O debate será bem bacana!!
Militância reunida e a AFLORE estará representada!
Para quem não estiver em São Paulo, mas está querendo acompanhar, o evento terá transmissão simultânea pelo site do evento. E, inclusive, você pode participar enviando pergunta aos debatedores.
Obrigado ao CRP-SP (Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo) pela organização do evento, o apoio e compromisso social de sempre e pelo convite!

Acompanhe pelo site: http://crpsp.org.br/luta/


AFLORE

domingo, 26 de abril de 2015

A Viagem Continua...


Eis aqui pessoal, finalmente no nosso Blog...o curta-metragem " A Viagem Continua..." video produzido pela AFLORE, o Grupo de Pesquisa Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces e a Aliança de Pesquisa Universidade Comunidade Internacional: Saúde Mental e Cidadania (ARUCI: SMC) com direção de Marcelo Sta Rosa e Tati Dimov. Esta produção só foi possível a partir do Apoio e Financiamento do IDRC - Instituto Canadense, com abrangência internacional, de Apoio e Financiamento a Pesquisa e Produção de Conhecimento.
Im-per-dí-vel!!!
Nós se fossemos você assistiríamos agora!!!
Aproveitem!!
AFLORE

Cadernos HumanizaSUS volume 5: Saúde Mental, a AFLORE e a "A Experiência de Produção de Saber no Encontro entre Pesquisadores e Usuários de Serviços Públicos de Saúde Mental: A Construção do Guia GAM Brasileiro"

Olha aí pessoal o volume número 5 do Cadernos HumanizaSUS do Ministério da Saúde do Brasil 
                                                        com o tema Saúde Mental :



É com muita honra que anunciamos que um dos artigos que compõe este número temático é fruto de um projeto desenvolvido a muitas mãos e cabeças e que, nós da AFLORE, fomos participantes . Ele consiste no relato escrito, ou melhor dizendo, em um artigo que relata a trajetória de produção da versão brasileira do Guia da Gestão Autônoma da Medicação (GAM - BR). Este projeto foi desenvolvido a partir de um projeto que envolveu universidades brasileiras e canadenses, pesquisadores e pesquisadoras de grupos de pesquisa brasileiros(as) e canadenses, estudantes brasileiros e canadenses, profissionais de saúde brasileiros e canadenses, associações e organizações da sociedade civil brasileiras e canadenses e cidadãos e cidadãs, usuários e usuárias de saúde mental e seus familiares, também brasileiros e canadenses. 

Este projeto foi realizado dentro da Aliança de Pesquisa Universidade Comunidade Internacional: Saúde Mental e Cidadania (ARUCI:SMC) e teve financiamento do IDRC (Centro de Desenvolvimento de Pesquisa Internacional) do Canadá - Órgão criado pelo parlamento canadense em 1970 para dar apoio e suporte para países em desenvolvimento para encontrar soluções para seus desafios, por meio do desenvolvimento de projetos voltados para as comunidades desses países em parceria com instituições canadenses -. A ARUCI:SMC foi, portanto, um desses projetos.

Fiquem à vontade para ler este Caderno Digital com experiências tão ricas de várias partes do Brasil e em especial convidamos a todos e todas à leitura do nosso artigo: "A Experiência de Produção de Saber no Encontro entre Pesquisadores e Usuários de Serviços Públicos de Saúde Mental: A Construção do Guia GAM Brasileiro"

Com certeza vocês, como nós, vão gostar muito desta experiência. E vocês também irão, se não for muita pretensão de nossa parte, aprender muita coisa com esta nossa experiência, assim como nós aprendemos.

Obs: Gostaríamos também de destacar aqui e agradecer ao Grupo de Pesquisa Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, nosso parceiro e responsável pelo convite que permitiu nossa integração a este tão seleto grupo de representantes responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de projetos como o GAM-BR ligados à ARUCI:SMC.

Boa leitura!

Segue abaixo o link para acessar  o Caderno: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_mental_volume_5.pdf



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Divulgação


Divulgando chamada de Assembleia Popular em Campinas. Dia 30/06/2013, este domingo agora, no Teatro de Arena do Centro de Convivência (bairro Cambuí).

Passando o Chapéu!


 
A AFLORE é uma associação composta por usuários de serviço de saúde mental, familiares e amigos. existimos há 8 anos e o caráter da atuação é principalmente de autuação política, defendendo os direitos dos usuários. Há 5 anos fomos convidados pelo grupo Interfaces-Unicamp para participar de uma pesquisa. Foi uma experiência transformadora! Ensinamos o pessoal da universidade sobre a nossa realidade, e pudemos aprender com os pesquisadores e os outros usuários que participaram desta pesquisa mais sobre os nossos direitos, sobre o nosso tratamento e sobre a gestão da nossa medicação. 
Agora essa pesquisa terá uma nova etapa: alguns de nós conseguiram financiamento para ir conhecer ao vivo e a cores algumas das experiências e usuários que estudamos neste tempo! Lá no Canadá! Nos enchemos de alegria com essa possibilidade! Mas o financiamento que conseguimos não consegue cobrir a ida de todos nós! Foi difícil escolher quem vai: achamos que todos nós teríamos o direito de ir, todos participamos da pesquisa! Então decidimos arregaçar as mangas e passar o chapéu! Estamos pedindo ajuda de 10 mil reais para comprarmos 3 passagens para podermos todos juntos continuar a construção que começamos juntos!
Se fossemos pesquisadores reconhecidos pela academia, poderíamos pedir a verba para as agências de fomento académicas, mas como somos pesquisadores militantes, usuários, participantes da pesquisa sobre a nossa própria realidade, não somos reconhecidos (ainda) por essas agências. Então estamos pedindo a você, que acredita na luta antimanicomial, na real extensão universitária, que nos ajude a participar desta etapa de fechamento desta pesquisa que foi e é tão importante e transformadora para nós! 
Em breve estaremos "passando o chapéu" através do site de crowdfunding catarse.me ! Aguarde as novidades e ajude a divulgar!
Para mais informações sobre a AFLORE acompanhe nossa página no facebook.
Para mais informações sobre a pesquisa acesse: http://www.fcm.unicamp.br/interfaces/ ou http://www.aruci-smc.org/



Estudo inédito no Brasil – Reflete sobre o tratamento de transtornos mentais na rede pública de saúde e adapta Guia internacional de medicação para o País
       Em uma época marcada pelo uso crescente de psicofármacos no tratamento de transtornos mentais e pelo fenômeno da transformação de comportamentos extravagantes em distúrbios psiquiátricos, um estudo inédito no Brasil, realizado entre os anos de 2008 e 2010 buscou compreender como se dá a prescrição dos psicofármacos no contexto de um país em desenvolvimento.
          Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Brasil, e pelo Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC), do Canadá, o estudo também teve como objetivo adaptar para a realidade brasileira o Guia de Gestão Autônoma da Medicação criado no Canadá na década de 90. 
A pesquisa envolveu quatro universidades – UNICAMP, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de usuários dos serviços públicos de saúde mental e seus familiares, pesquisadores da área, residentes de psiquiatria, estudantes de graduação e pós-graduação, multiprofissionais e gestores da saúde.
 O Guia da Gestão Autônoma da Medicação no Brasil (GGAM – BR) foi idealizado com o propósito de estimular a participação do usuário de psicofármacos na decisão sobre se quer ou não aderir à intervenção medicamentosa e de que forma, garantindo, assim o respeito à cidadania de uma população que sofre com o estigma e a marginalização.
 Desenvolvido a partir de narrativas colhidas durante dez meses, em reuniões organizadas na forma de Grupos de Intervenção (GIs)nas cidades de Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Novo Hamburgo (RS), o Guia GAM – BR demonstra ser uma ferramenta potente na qualificação do uso responsável de psicofármacos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
 O Guia foi construído de forma colaborativa entre os diversos atores que integram a rede pública de saúde mental no Brasil, e não apenas democratiza as informações sobre interações e prescrições medicamentosas como estimula uma reflexão do indivíduo que sofre de transtornos mentais sobre o tratamento e a qualidade de vida, sua rede social e seus direitos.
 O Guia GAM-BR já está disponível aqui no site do Grupo de Pesquisa Interfaces. VEJA AQUI O GUIA GAM.

Conheça os grupos envolvidos:

Grupo de pesquisa Saúde Coletiva e Saúde Mental : INTERFACES 
Departamento de Saúde Coletiva - Universidade Estadual de Campinas
Rua Tessália Vieira de Camargo, 126, Cidade Universitária
Campinas SP, Cep: 13083-887 - Telefone: 19 3521-9574   

Campinas SP - Telefone: 19 3266-8006

Laboratório de Psicopatologia e Subjetividade
Instituto de Psiquiatria (IPUB) - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Av. Venceslau Brás, 71 Fundos
Rio de Janeiro RJ - CEP: 22290-140

 Programa de Pós Graduação em Psicologia - Estudos da Subjetividade
Departamento de Psicologia - Universidade Federal Fluminense
Campus do Gragoatá, s/n Bloco O, segundo andar
Rio de Janeiro, RJ, Cep: 24210-350 - Fone: (21) 2205-3578

Núcleo Dispositivos Clínicos e Políticas Públicas
 PPG em Psicologia Social e Institucional e Depto de Psicanálise e Psicopatologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Ramiro Barcelos, 2600 - Sala 136
Porto Alegre RS, CEP: 90035-003

NOTA PÚBLICA: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA SE MANIFESTA CONTRA A APROVAÇÃO DO ATO MÉDICO

Compartilhando nota do CRP sobre o ato médico!
Não queremos um sistema de saúde medicocentrado!
VETA DILMA!



NOTA PÚBLICA: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA SE MANIFESTA CONTRA A APROVAÇÃO DO ATO MÉDICO

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se manifesta, mais uma vez, contrariamente à aprovação do Projeto de Lei Suplementar (PLS) nº 268/2002, que dispõe sobre o exercício da Medicina, conhecido como Ato Médico. O dispositivo fere não somente a profissão, mas todo o paradigma de saúde que o Brasil conquistou na construção do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a ideia de que a saúde é uma construção multisetorial. O projeto está para ser votado no Senado amanhã (18/6) e não há consenso entre os parlamentares! Não é possível que avance desta forma. 

Desde o início de sua tramitação, o CFP e diversas categorias da saúde pública no Brasil se mobilizaram pela não aprovação da matéria, que interfere no exercício de outras profissões da saúde.

As ações mais recentes incluem um pedido, realizado em 13 de 
junho pelo Fórum dos Conselhos das Profissões da Área da Saúde (FCPAS), em reunião com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, a reforma do artigo 4º - o qual estabelece que as competências privativas da atividade médica sejam limitadas à sua área de atuação, a fim de evitar a insegurança jurídica para as demais atividades de saúde. 

As entidades defendem que o Estado não pode atribuir ao médico a função do diagnóstico nosológico e da prescrição terapêutica em áreas nas quais não possui habilitação. É importante frisar que não há posicionamento contrário à regulamentação da Medicina. Os médicos podem e devem trabalhar para que a sociedade reconheça as competências específicas destes profissionais. No entanto, isto não pode ser feito em detrimento de qualquer outra profissão na área da saúde.

O PL pretende tornar privativo da classe médica todos os procedimentos de diagnóstico sobre doenças, indicação de tratamento e a realização de procedimentos invasivos e, ainda, a possibilidade de atestar as condições de saúde, desconsiderando a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde pública na ótica do SUS. 

Igualmente, torna privativa do médico a chefia de serviços, indicando uma hierarquização que não corresponde aos princípios do trabalho multiprofissional que precisa ser construído na saúde. O PL coloca em evidência o interesse corporativo por reserva de mercado. Haja vista que teve origem na Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.627/2001, cujo texto elucida o tema. 

O projeto, além de prejudicar a autonomia de cada profissão, impede a organização de especialidades multiprofissionais em saúde. Milhões de usuários sabem os benefícios do SUS e reconhecem o valor de todos os profissionais no cotidiano das unidades de saúde. Hoje, uma série de políticas públicas de saúde, como Saúde Mental, Atenção Básica e outras oferecidas à população, contam com profissionais de várias áreas trabalhando de forma integrada e articulada. As equipes multidisciplinares definem em conjunto o diagnóstico e o tratamento, somando suas diversas visões de saúde e de doença para chegar à melhor intervenção. Os usuários não podem ser penalizados desta forma, perdendo esta possibilidade. 

Desde que o Projeto de Lei do Ato Médico foi apresentado pela primeira vez no Senado Federal, em 2002, o CFP luta e se mobiliza para que o PL não seja aprovado da forma como está, uma vez que restringe a atuação dos outros profissionais da área e cria uma hierarquização em detrimento da multidisciplinaridade consagrada pelo SUS. 

Ao longo deste período, em conjunto com os Conselhos Regionais e outros conselhos da saúde, participou de inúmeras manifestações. Esse cenário constitui uma atuação histórica, destacada na defesa de temas de interesse coletivo e não corporativos na área da saúde, como é o caso do PL do Ato Médico. 

O CFP sempre esteve à frente das manifestações contra a aprovação desse PL, e permanecerá. Já reuniu milhares de pessoas em atos realizados em diversas cidades e capitais brasileiras, realizados constantemente desde 2004. As entidades da Psicologia continuarão em vigília e mobilizado a sociedade para que o PL não seja aprovado na forma como está, o que causaria grandes danos à sociedade brasileira, à medida que impede o atendimento integral à saúde da população! O Ato Médico faz mal à saúde.

Apelamos para a retirada de pauta, tendo em vista que há possibilidade do presidente do Senado mediar uma solução de consenso das profissões da área da saúde, que garanta a regulamentação da medicina, a regulamentação e a autonomia das demais profissões e, principalmente, o SUS.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA

Compartilhe! http://site.cfp.org.br/nota-publica/

terça-feira, 31 de julho de 2012

O GUSM e a Educação Popular em Saúde - Por Fernando Medeiros


Considero que para relacionar o guia do usuário da Saúde mental, GUSM com a educação popular vale muitos aspectos. O primeiro é que a educação popular desde o trabalho do parteiro ou parteira, até as ervas medicinais e o folclore como danças, lendas, bumba-meu-boi, etc., ajuda muito as pessoas com problemas mentais interagir com realidade concreta que desenvolve os saberes populares para facilitar a vida.  A educação popular vem das origens que o povo aprendeu. Isso inclui os indígenas, assim podendo se relacionar com o GUSM, visto que o GUSM é um projeto oriundo também da educação popular seja  através de suas canções que estão nos seus livros, seja  pelo fato do adoecimento e suas conseqüências, pois qualquer povo pode adoecer mentalmente.
Ainda falando sobre esta relação, outra coincidência é a socialização que se dá na rodas de trabalho do primeiro momento do GUSM, da mesma forma que se dá com a educação popular, pois o povo vai passando como herança os seus saberes desde culinária até outros segredos místicos que estão na alma do povo brasileiro. Enfim para concluir temos um vasto campo de aprendizado como herança de nossa miscigenação, das grandes metrópoles e do campo, que é óbvio vem se relacionar com o GUSM, que é um desenho ainda pequeno desta grande relação, tem tando atingir o universo das pessoas com problemas mentais e desenvolver práticas de saberes populares e ajudando  assim construir as bases da cidadania de um país.

Fernando  Medeiros
membro da AFLORE.


Obs: O GUSM (Guia do Usuário da Saúde Mental) é um projeto desenvolvido pela  AFLORE em parceria com o grupo de pesquisa Saúde Coletiva  e Saúde Mental: Interfaces da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e serviços da rede pública de saúde mental do SUS Campinas, mais especificamente neste momento Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Este projeto está sendo realizado com apoio recebido da Aliança de Pesquisa Universidade  Comunidade Internacional - Saúde Mental e Cidadania (ARUCI-SMC).
  
AFLORE

sábado, 26 de novembro de 2011

A AFLORE e a ARUCI-SMC, uma parceria que deu certo!

A Associação Florescendo a Vida de Familiares, Amigos e Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Campinas (AFLORE) existe desde 2 dezembro de 2005 e busca através da realização de ações e atividades educativas, culturais, de reinserção social e capacitações, dar suporte aos usuários da saúde mental, familiares e demais pessoas ou entidades que desenvolvam atividades semelhantes as preconizadas pela associação ou que necessitem de apoio. A Associação surgiu a partir da iniciativa de familiares, usuários e profissionais, da cidade de Campinas, sensibilizados pela causa e que buscavam novas alternativas e atividades que contemplassem a necessidade dos usuários da saúde mental e suas famílias. Em 2008 a AFLORE foi convidada a integrar um projeto em conjunto com o grupo de pesquisa “Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces” da Universidade Estadual de Campinas(UNICAMP), representantes de outras universidades brasileiras, usuários e trabalhadores de serviços de saúde mental de várias regiões do Brasil em parceria com pesquisadores da Université de Montreal, representantes da sociedade civil canadense e a APUR (Associação das Pessoas Usuárias dos Serviços de Saúde Mental de Quebec no Canadá). O projeto foi contemplado pela Aliança de Pesquisa Universidade Comunidade Internacional - Saúde Mental e Cidadania (ARUCI –SMC) e passou a receber financiamento do Intenational Development Research Centre (IDRC), órgão do governo do canadense de fomento a pesquisa..
Inicialmente membros da AFLORE, usuários de serviços de saúde mental de Campinas, em conjunto com pesquisadores ajudaram a fazer adaptação e validação do Guia Canadense de Gestão Autônoma da Medicação (GGAM). Em decorrência a este fato o que pudemos perceber é que à medida que este trabalho era desenvolvido aumentava a compreensão, dos mesmos, acerca do seu próprio tratamento - dado este que foi percebido pelos próprios profissionais dos serviços em que fazem acompanhamento – e, conseqüentemente, esta participação trouxe maior conhecimento, principalmente com relação à temática dos direitos dos usuários de serviços de saúde mental, o que tem sido fundamental para os membros da associação pelo fato de serem extremamente ativos socialmente e politicamente, através da militância no campo das políticas públicas em saúde mental, como representantes de conselhos abertos a participação social, chamados aqui no Brasil de órgãos de controle social, que contam com a participação de representantes de gestores e profissionais de saúde, usuários dos serviços de saúde mental, representantes de movimentos sociais e outros representantes da sociedade civil.     
Em continuidade a parceria dentro do projeto, houve o aumento da participação dos membros da AFLORE nos espaços e discussões acadêmicas. O que após algum tempo acabou suscitando o interesse no desenvolvimento de um projeto próprio desenvolvido pela AFLORE e que foi selecionado pelo edital de seleção de projetos promovida pela comissão que preside a ARUCI – SMC no Brasil. O nome do projeto atualmente desenvolvido é o Guia do Usuário da Saúde Mental (GUSM) que tem como proposta:
Organizar através do GUSM o desenvolvimento de atividades em grupo que sejam compostos por usuários de Serviços Públicos de Saúde Mental de Campinas, os chamados Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), tendo como facilitadores os próprios membros da AFLORE, também usuários da saúde mental, e outros integrantes da associação. O objetivo é a promoção de discussões, através de perguntas e pequenos textos disparadores, que possam caminhar, coletivamente, para o fortalecimento da autonomia dos usuários participantes a partir do processo de reflexão sobre seu próprio tratamento e do funcionamento do serviço onde fazem o tratamento. O projeto está ancorado na idéia de que quanto mais os sujeitos conhecem sobre seu tratamento e o lugar em que são cuidados, assim como seus direitos e a política dos serviços de saúde em que estão inseridos, mais eles se “empoderarão” da sua condição de cidadãos a qual necessita, na realidade brasileira, a todo o momento ser garantida e assumida.
Para o desenvolvimento deste referido projeto foi iniciado junto com os membros da AFLORE que teriam a função de facilitadores dos grupos uma série de debates, capacitações de discussões acerca do desenvolvimento de atividades em grupo e maneiras de realizar atividades em grupo. Assim sendo, eles tiveram a possibilidade de participar de encontros sobre educação popular em saúde e congressos científicos onde puderam interagir e trocar conhecimentos com outros atores sociais.
A etapa inicial do projeto já esta concluída e durante o percurso de desenvolvimento do GUSM o que nota-se é a enorme apropriação e amadurecimento dos membros da AFLORE envolvidos no projeto com relação às temáticas tratadas e o desenvolvimento e coordenação de atividades em grupo.   
A entrada no projeto ARUCI – SMC e o desenvolvimento de projetos como o GUSM fez com que as atividades desenvolvidas pela associação adquirissem muito mais consistência pois, este tipo de interação entre universidade e comunidade tem propiciado o fortalecimento das ações comunitárias, a instrumentalização e capacitação dos membros da Associação e um incentivo a participação dos usuários, enquanto cidadão e atores sociais, através de projetos que almejam troca e valorização do conhecimento dos mesmos ao mesmo tempo em que permite aos representantes da universidade um enorme aprendizado a partir também de toda experiência e conhecimento trazido pelos membros da AFLORE. Neste sentido acreditamos que este conhecimento produzido coletivamente a partir de tensões e consensos, concordâncias e discordâncias tem gerado a possibilidade de produção de um conhecimento compartilhado que também tem potencial de ser aplicado em outras regiões do Brasil e até internacionalmente em parceria com países como Canadá.
No momento atual a AFLORE conseguiu se estabelecer em uma sede que é dividida com outro movimento social da cidade de Campinas, chamado Identidade que tem como missão a defesa e garantia de direitos da população LGBTT.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Reunião Sobre a Reforma Psiquiátrica no CeCCo Tear das Artes



Você sabe o que é a Reforma Psiquiátrica?
Vamos conversar sobre isso?

Venha dizer o que você pensa, trocar idéias, trazer experiências para aprendermos juntos, sobre o assunto!  
15/04 – 15h
no Centro de Convivência Tear das Artes Rua Benedito Roberto Barbosa, 11 Pq. Universitário
tel: 32665656/32668066 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aflore participa de evento em comemoração aos 62 anos da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

A AFLORE e mais de 20 entidades e organizações sociais de Campinas se reuniram na sexta-feira, dia 10 de dezembro para homenagear o Dia Mundial dos Direitos Humanos. Durante toda a sexta-feira, a atividades foram organizadas no centro de Campinas para sensibilizar e conscientizar a população sobre uma luta comum a todos os integrantes dos movimentos sociais: o fim de qualquer tipo de preconceito.
No entanto, a cidade ainda tem muito o que fazer. A criação do conselho municipal dos direitos humanos é uma dessas missões que está parada há 6 anos, desde a aprovação de uma lei municipal.
A reportagem de Aline Ortolan mostra como foi parte das comemorações e a reivindicação desses movimentos.Confira o video no link abaixo:

http://www.tvb.com.br/ENTIDADES+DE+CAMPINAS+CELEBRAM+O+DIA+MUNDIAL+DOS+DIREITOS+HUMANOS/2.32,4821